Filtro F7: onde essa classe se encaixa e quando especificá-la

filtro F7: ambiente hospitalar tranquilo e limpo.

O filtro F7 ainda aparece em memoriais e cotações, mas a norma que definia a classe foi substituída. Desde outubro de 2023, a classificação segue a ABNT NBR ISO 16890, e o F7 precisa ser convertido para os grupos ePM sem perder o nível de filtragem do projeto.

Abaixo do necessário, partículas finas chegam ao ambiente. Acima, o ventilador gasta mais energia em todo o ciclo de troca.

Veja a origem da classe F7, sua equivalência na ISO 16890, onde as normas ainda a exigem e como escolher entre F7, F8 e F9.

O que é a classe F7

O F7 é a primeira classe do grupo dos filtros finos na classificação da EN 779:2012, norma europeia adotada no Brasil como ABNT NBR 16101. Essa norma foi cancelada em outubro de 2023 e substituída pela ABNT NBR ISO 16890-1.

Mesmo assim, as classes G, M e F continuam como linguagem comum do setor e aparecem em normas de aplicação, como a NBR 16401-3:2008 e a NBR 7256.

Na norma anterior, o F7 era definido por ensaio com partículas de 0,4 µm: eficiência média entre 80% e 90%, eficiência mínima de 35% e perda de carga final de ensaio de 450 Pa. Como referência aproximada, a classe corresponde ao MERV 13 do padrão americano ASHRAE 52.2.

O papel da eficiência mínima

A eficiência mínima dava consistência à classe ao longo da operação. Meios filtrantes sintéticos com carga eletrostática têm eficiência mais alta quando novos, e essa carga se dissipa com o uso.

O ensaio avaliava o filtro na condição descarregada, para que um F7 continuasse retendo a fração fina depois de meses em serviço. A ISO 16890 mantém essa preocupação: a classificação ePM considera a eficiência inicial e a eficiência após o condicionamento do meio filtrante.

Onde o F7 entra no sistema

Em sistemas HVAC, o filtro fino costuma atuar como segundo estágio, depois de um pré-filtro grosso ou médio que retém as partículas maiores e reduz a carga sobre ele.

Isso ajuda a estender a vida útil do filtro fino e a manter a perda de carga do conjunto dentro do previsto em projeto. Em sistemas com filtro absoluto, o filtro fino também protege o HEPA.

Como o filtro F7 se relaciona com a ISO 16890

A ABNT NBR ISO 16890 é a referência vigente para classificar filtros de ventilação geral no Brasil.

Em vez de medir a eficiência em um único tamanho de partícula, ela agrupa os filtros pela retenção de frações de material particulado: ePM1, ePM2,5 e ePM10, além do grupo ISO Coarse para filtros grossos. Esses grupos conversam com os indicadores de qualidade do ar usados por órgãos de saúde.

Como os métodos de ensaio são diferentes, não há conversão matemática direta entre F7 e uma classe ePM. Segundo a Recommendation 4/23 da Eurovent, citada pelo REHVA Journal, filtros F7 costumam apresentar:

Grupo ISO 16890Faixa usual de um filtro F7
ePM140% a 65%
ePM2,565% a 75%
ePM1080% a 90%

Para atualizar especificações antigas, o guia de filtros da Eurovent propõe uma regra prática: ePM2,5 igual ou superior a 65% quando o filtro não é o último estágio, e ePM1 igual ou superior a 50% quando é o último estágio.

A equivalência depende do ensaio de cada produto

Dois filtros vendidos como F7 podem cair em classes ISO 16890 diferentes, porque o resultado depende do meio filtrante, da área de mídia e da construção de cada modelo. Ao especificar pela norma vigente:

  • peça o relatório de ensaio pela ISO 16890, já que a tabela de conversão serve como orientação;
  • confira o grupo exigido para o estágio: o último estágio costuma ser especificado em ePM1, e os intermediários, em ePM2,5;
  • compare a perda de carga inicial junto com a classe, porque filtros na mesma faixa ePM podem exigir esforços diferentes do ventilador.

Onde a norma pede F7 ou equivalente

Em edifícios comerciais, a ABNT NBR 16401-3:2008 define a filtragem mínima por aplicação: G4 para supermercados, shoppings e lojas; F5 para escritórios, salas de reunião, consultórios; G3 + F7 para impressão litográfica e offset, de carga particulada mais severa.

Como a norma usa a classificação da EN 779, essas classes devem ser convertidas para ePM nas especificações atuais.

A revisão da NBR 16401-3

Segundo a Revista ABRAVA Climatização, a nova versão vai selecionar os filtros a partir da concentração de PM2,5 no ambiente, com meta de 25 µg/m³. A classe passa a resultar de um cálculo com vazões, volume do ambiente e qualidade do ar externo, o que aproxima a norma da lógica ePM.

O F7 nos estabelecimentos de saúde (NBR 7256)

Na NBR 7256, internação e cirurgia pedem F8. Segundo análise do Portal EA, o F7 aparece em áreas específicas: G4 + F7 na sala de estabilização de pacientes e em áreas de quimioterápicos, e F7 + A3 no descarte de ar contaminado em sistemas de controle de infecção.

AplicaçãoNormaFiltragem citada
Escritórios, salas de reunião, consultóriosNBR 16401-3:2008F5
Impressão litográfica e offsetNBR 16401-3:2008G3 + F7
Sala de estabilização de pacientesNBR 7256G4 + F7
Áreas de quimioterápicosNBR 7256G4 + F7
Quartos de internaçãoNBR 7256G4 + F8
Salas de cirurgiaNBR 7256G4 + F8 + ISO 35H

Antes de fechar a especificação, confira a edição vigente de cada norma. As tabelas de filtragem mudam entre revisões, e a escolha precisa se sustentar em auditoria.

F7, F8 ou F9: como decidir

Pela EN 779, as classes finas eram ensaiadas até 450 Pa, com eficiência de 80% a 90% no F7 e de 90% a 95% no F8, em partículas de 0,4 µm. Na ISO 16890, essa diferença aparece nos percentuais de ePM1 e ePM2,5.

Classes mais altas retêm mais e, em geral, exigem mais pressão do ventilador. A escolha parte de três perguntas.

1. O que a norma exige para o ambiente

A norma da aplicação define o piso. Em quarto de internação, a NBR 7256 pede F8, e o F7 seria não conformidade. Em escritório, a NBR 16401-3 cita F5, e o F7 já fica acima do mínimo.

2. Qual é a qualidade do ar externo

A Eurovent Recommendation 4/23, guia de seleção pela ISO 16890, parte desse critério. A recomendação, atualizada em 2022 para seguir as diretrizes da OMS de 2021, adota ePM1 50% como mínimo para o estágio final, faixa compatível com o F7. Com ar externo mais poluído, o estágio final pode precisar de mais eficiência.

3. Quanta perda de carga o sistema admite

Subir de F7 para F9 sem folga de pressão no ventilador pode reduzir a vazão e comprometer a renovação de ar exigida em norma. Antes de mudar de classe, verifique:

  • a pressão estática disponível na vazão de projeto;
  • a perda de carga inicial e final do filtro, conforme a ficha técnica;
  • a presença de pré-filtro adequado.

F8 e F9 são as escolhas certas onde a norma ou o ar externo os exigem, como em internação hospitalar ou na pré-filtragem de HEPA. Onde o F7 atende, a classe superior só acrescenta resistência ao sistema.

Formatos disponíveis do filtro F7

A mesma classe de eficiência pode ser entregue em construções diferentes, e o formato precisa se encaixar no gabinete existente e na vazão de projeto. No catálogo da AirLink Filtros, a classe F7 está disponível em três linhas.

Filtro multibolsas

Fabricado nas classes G3, G4, M5, M6, F7, F8 e F9, com aplicação em turbinas, cabines de pintura, hospitais e salas limpas. É uma opção para quem precisa padronizar diferentes estágios de filtragem com o mesmo formato.

Filtro fino diedro

Disponível nas classes F7, F8 e F9, indicado para instalações com grandes volumes de ar filtrado e necessidade de longa vida útil.

Filtro de alta temperatura

Fabricado nas classes M6, F7, F8 e F9, para estufas de pintura e processos com temperatura de até 250 °C.

Para medidas fora do padrão, a AirLink Filtros orienta consultar o departamento técnico-comercial, que avalia a fabricação conforme o projeto.

Fale com a AirLink Filtros

Precisa do F7 em uma medida específica ou da equivalência ePM do seu filtro atual? Envie os dados do seu sistema para a equipe técnica da AirLink Filtros.

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FAQ: filtro F7

A classe F7 ainda vale no Brasil?

A ABNT NBR 16101, que definia a classe F7, foi cancelada em outubro de 2023 e substituída pela ABNT NBR ISO 16890-1. O F7 segue como referência de mercado e aparece em normas de aplicação como a NBR 16401-3:2008 e a NBR 7256, mas a classificação do produto deve ser feita pelos grupos ePM.


Filtro F7 é fino ou médio?

Fino. Pela EN 779:2012, o F7 é a primeira classe do grupo dos filtros finos, com eficiência média entre 80% e 90% para partículas de 0,4 µm. Na ISO 16890, um filtro equivalente costuma se enquadrar no grupo ePM1 ou ePM2,5, conforme o ensaio do modelo.


Qual a classe ISO 16890 de um filtro F7?

Depende do ensaio de cada modelo. As faixas usuais ficam entre 40% e 65% em ePM1 e entre 65% e 75% em ePM2,5. Para especificar pela norma vigente, solicite o relatório de ensaio do filtro.


Qual o MERV equivalente ao filtro F7?

A referência aproximada é MERV 13, pela ASHRAE 52.2. Como os métodos de ensaio são diferentes, a correspondência orienta, mas não substitui os dados de ensaio do produto.


O filtro F7 substitui um filtro HEPA?

Não. Os filtros HEPA são classificados pela EN 1822, nas classes E10 a U15, e são indicados para hospitais, laboratórios e fluxo laminar. Em sistemas com filtro absoluto, os filtros finos atuam no estágio anterior, protegendo o HEPA.

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