
Filtro classe M5 e M6 pertence ao grupo de filtros médios da NBR 16101:2012. Embora muitas especificações comerciais tratem essa faixa como uma classe intermediária, a norma distingue claramente M5 e M6 pela eficiência média de filtragem para partículas de 0,4 µm.
A NBR 16101:2012, norma de classificação de filtros de ar grossos, médios e finos, separa as duas classes com exigências de eficiência bem diferentes entre si, mesmo compartilhando a mesma pressão final de ensaio, de 450 Pa.
Na prática, quem especifica filtro classe M5 e M6 como “tanto faz” está tratando como equivalentes dois filtros com níveis de eficiência distintos para partículas de 0,4 µm.
Essa escolha pode influenciar a perda de pressão, o consumo de energia do sistema, a vida útil do filtro e a quantidade de partículas que passam para o estágio seguinte ou para o ambiente, dependendo das características do filtro e das condições de operação.
Entender onde a classe M5 termina e a classe M6 começa é o primeiro passo para parar de comprar filtro pela cor da caixa ou pelo preço unitário, e passar a comprar pela classe que o sistema exige.
O que a NBR 16101:2012 exige de um filtro M5 e M6?
A NBR 16101:2012 define o filtro M5 e o filtro M6 pela eficiência média para partículas de 0,4 µm, e não pela aparência ou pelo preço da peça.
Em suma, as duas classes compartilham a mesma pressão final de ensaio, 450 Pa, mas se diferenciam justamente no nível de eficiência exigido para partículas de 0,4 µm.
| Classe | Eficiência (Ef) para partículas de 0,4 µm | Pressão final de ensaio |
| M5 | 40% ≤ Ef < 60% | 450 Pa |
| M6 | 60% ≤ Ef < 80% | 450 Pa |
Essa diferença de eficiência é o que separa um filtro M5 de um filtro M6 na prática. Um sistema que precisa de maior eficiência de filtragem nesse estágio, mas não exige uma classe superior, pode especificar M6 em vez de M5.
Por isso, mesmo que M5 pareça uma opção “quase igual” no orçamento, as duas classes não devem ser tratadas como equivalentes.
Onde M5 e M6 se encaixam entre as classes grossas e finas?
O filtro classe M5 e M6 ocupa a faixa dos filtros médios entre a filtragem grossa e a filtragem fina, e entender essa posição evita o erro de tratar “classe intermediária” como sinônimo de “meio-termo genérico” entre G4 e F7.
| Classe | Grupo | Eficiência exigida | Pressão final de ensaio |
| G4 | Grosso | Eg ≥ 90% (arrestância) | 250 Pa |
| M5 | Médio | 40% ≤ Ef < 60% | 450 Pa |
| M6 | Médio | 60% ≤ Ef < 80% | 450 Pa |
| F7 | Fino | 80% ≤ Ef < 90% | 450 Pa |
A diferença entre G4 e M5 não está apenas no nível de desempenho, mas também no critério de medição. G4 é avaliado por arrestância (Eg), enquanto M5 e M6 são classificados pela eficiência média (Ef) para partículas de 0,4 µm.
M5 e M6 utilizam, portanto, um critério de eficiência baseado em partículas de 0,4 µm, assim como F7, F8 e F9. Isso não significa, porém, que M5 e M6 sejam classificados como filtros finos. Na NBR 16101:2012, M5 e M6 pertencem ao grupo de filtros médios, enquanto F7 a F9 pertencem ao grupo de filtros finos.
A NBR 16101:2012 estabelece 250 Pa como pressão final de ensaio para G4 e 450 Pa para M5, M6 e F7 a F9. Esses valores fazem parte dos critérios de classificação e ensaio da norma e não significam que filtros de cada classe apresentarão necessariamente a mesma perda de pressão durante a operação.
Na prática, isso coloca M5 e M6 em um ponto de decisão específico: aplicações que exigem maior eficiência do que a obtida com filtros grossos, mas que não necessitam, naquele estágio, da eficiência de uma classe F7 ou superior.
Entre as possíveis aplicações estão a pré-filtragem e a proteção de sistemas de HVAC, sempre de acordo com os requisitos definidos para cada sistema.
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Onde a AirLink Filtros aplica o filtro classe M5 e M6?
A AirLink Filtros especifica o filtro classe M5 e M6 de acordo com a aplicação e o estágio de filtragem que cada ambiente exige.
M5: pré-filtragem e primeira barreira
Aparece em alguns produtos do catálogo, tais como:
- Mantas em fibra sintética, classe G2/G3/G4/M5
- Filtros plissados, classe G4/M5
- Filtro porta-manta modelo AL-PM, que aceita mantas nas classes G2, G3, G4 e M5 conforme NBR 16101/EN 779:2012
Essas aplicações têm em comum a função de pré-filtragem: proteger o estágio seguinte, seja um filtro fino, seja um filtro absoluto, antes que a carga de partículas chegue até ele.
M6: retenção fina em ambientes e processos exigentes
M6 entra em outra lógica:
- Filtros multibolsas, classe G3/G4/M5/M6/F7/F8/F9, usados em turbinas, cabines de pintura, hospitais e salas limpas
- Filtros de alta temperatura, classe M6/F7/F8/F9, fabricados para operar em estufas de pintura com temperaturas de até 250°C
A diferença de eficiência entre as duas classes
O filtro M5, presente em pré-filtros e mantas, pode atuar como primeira barreira, reduzindo a carga de partículas antes do estágio seguinte.
O filtro M6, presente em multibolsas e filtros de alta temperatura, oferece maior eficiência de filtragem que o M5 e pode ser especificado em sistemas que exigem maior retenção de partículas, de acordo com os requisitos do ambiente ou do processo.
Especificar M5 em um ponto que o projeto definiu como M6 reduz a eficiência de filtragem desse estágio. Embora as duas classes tenham 450 Pa como pressão final de ensaio na NBR 16101:2012, isso não significa que apresentem o mesmo comportamento de perda de pressão durante a operação.
O resultado é uma maior passagem de partículas pelo estágio de filtragem, o que pode aumentar a carga sobre o estágio seguinte.
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O erro de tratar filtro M5 e M6 como equivalentes
Na hora da reposição, M5 e M6 podem parecer opções muito próximas, mas a diferença de classe representa uma diferença real de eficiência. Por isso, substituir um pelo outro sem verificar o que foi especificado para o sistema pode alterar o desempenho da filtragem.
O que muda na prática
As duas classes têm 450 Pa como pressão final de ensaio na NBR 16101:2012. Já a eficiência para partículas de 0,4 µm é diferente:
- M5: 40% ≤ Ef < 60%
- M6: 60% ≤ Ef < 80%
Quando um sistema especificado para M6 recebe um filtro M5, a eficiência desse estágio diminui. Com isso, uma quantidade maior de partículas pode passar pelo filtro e chegar ao estágio seguinte.
Em uma pré-filtragem antes de um filtro absoluto, essa carga adicional pode acelerar o carregamento do estágio final e, dependendo das condições de operação, contribuir para reduzir sua vida útil.
Em ambientes hospitalares, salas limpas e outras aplicações controladas, a classe do filtro deve seguir os requisitos definidos pelo projeto e pelas normas aplicáveis.
E quando o M6 entra no lugar do M5?
A troca também precisa ser avaliada. Um filtro M6 pode apresentar características diferentes de perda de pressão, capacidade de retenção de pó e vida útil em relação a um M5. Por isso, a classe superior não deve ser escolhida automaticamente como sinônimo de melhor solução.
A escolha correta começa pela especificação do sistema. Antes de aceitar uma reposição, confira a classe definida no projeto original e as características do filtro instalado.
Conte com a qualidade e expertise da AirLink Filtros
Precisa confirmar se o seu sistema está especificado para M5 ou M6? Fale com a equipe técnica da AirLink Filtros.
FAQ: filtro M5 e M6
Qual a diferença entre filtro M5 e filtro M6?
A diferença está na eficiência média para partículas de 0,4 µm. O M5 tem Ef entre 40% e 60%, enquanto o M6 fica entre 60% e 80%, segundo a NBR 16101:2012.
Filtro M5 substitui filtro M6?
Não sem verificar a especificação do sistema. A substituição de M6 por M5 reduz a eficiência daquele estágio de filtragem.
Qual o MERV equivalente a M5 e M6?
A equivalência com MERV é apenas aproximada, pois as normas utilizam critérios de classificação diferentes. Para especificações técnicas, deve-se priorizar a classe exigida pelo projeto.
Onde usar filtro M5 em vez de filtro G4 ou F7?
O M5 é uma opção intermediária entre filtros grossos, como G4, e filtros finos, como o F7. Pode ser utilizado em etapas de pré-filtragem, conforme os requisitos do sistema.
Filtro M5 e M6 servem para pré-filtragem de filtro HEPA?
Sim, podem ser utilizados como etapas anteriores ao HEPA. A escolha da classe depende da eficiência necessária e das características do sistema.




